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Atenas:
12/09/2004 - Eles
estão na Grécia há dois dias e a camisa verde e amarela já
brilha na Vila Paraolímpica, local onde os 98 brasileiros
estão hospedados.

Os atletas se
surpreenderam com o clima, que apresenta um vento frio e não
está tão quente como na época da Olimpíada; estranham o fuso
horário; adaptam-se às dependências da Vila Paraolímpica e
já estão enjoados do idioma.
Para se
acostumar a tantas mudanças, eles arrumaram uma solução que
tem tudo a ver com os seus objetivos: treinar. Durante todo o
dia de hoje, 12 de setembro, todas as modalidades realizaram
seus treinamentos e já estão com horários marcados para
amanhã. "Ainda estamos com o fuso trocado, o horário que
levantamos é muito cedo, enquanto são 9h na Grécia, são 3h
no Brasil", afirma Luciana De Tíllio, técnica de goalball
(modalidade criada para deficientes visuais e cegos e em que os
brasileiros participam dos Jogos pela primeira vez). “É
importante esses primeiros treinos, a adaptação ao clima e ao
fuso horário", diz Ciro Winckler, técnico nacional de
atletismo.
O investimento
no alto rendimento dos atletas paraolímpicos e visível. A
preparação da equipe começou desde o início do ano e agora
está na reta final. Segundo o atleta Júlio César Petto, do
atletismo, que participa de uma edição paraolímpica pela
primeira vez, estes últimos dias são de extrema importância:
"estou treinando com quem entende. Desde a saída até a
chegada os técnicos ajudam a melhorar o meu
desempenho".
Em relação
às acessibilidades na Vila Paraolímpica, os atletas têm
disponível um sistema de transporte adaptado que os permite
sair da Vila ou se locomover nela com todo o conforto possível.
Rampas facilitam a entrada e a saída dos atletas nos ônibus;
ao circularem pelas dependências da Vila os atletas contam com
rampas em todas as calçadas, além de uma passagem em
alto-relevo exclusiva para pessoas com deficiência visual; nos
apartamentos existem elevadores e banheiros adaptados. "A
locomoção está bastante facilitada. Você sobe e desce em
qualquer lugar", afirmou Nilton Divino, jogador de
basquetebol em cadeira de rodas. "Tenho mais liberdadede me
locomover sozinha, pois não tenho de encontrado
obstáculos", completa Valkilene Lannes, cega, da equipe de
goaball.
FONTE: www.cpb.org.br
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