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O QUE É MIELOMENINGOCELE?
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Mielomeningocele
(espinha bífida), uma grave anormalidade congênita do
sistema nervoso, desenvolve-se nos primeiros dois meses
de gestação e representa defeito na formação do tubo
neural (disrafia).
A espinha bífida, defeito no fechamento da coluna
vertebral, é um dos mais graves defeitos do tubo neural
compatível com a vida. Sua gravidade varia do tipo
oculto, sem nenhum achado, até uma espinha
completamente aberta (raquisquise) com incapacidade
neurológica grave e morte. Na espinha bífida cística,
o saco protruso pode conter meninges (meningocele),
medula espinal (mielocele)ou ambos (mielomeningocele).
Os tipos abertos podem ser diagnosticados no útero,
utilizando-se a amniocentese em busca de alfafetoproteína
e pela ultra-sonografia. A espinha bífida é comumente
observada nas regiões lombar, torácica baixa, ou
sacral e geralmente se estende por 3 a 6 segmentos
vertebrais. Se não estiver bem coberta por pele, a
bolsa na mielomeningocele pode facilmente se romper,
aumentando o risco de meningite.
Quando a medula espinal ou as raízes dos nervos
lombossacrais estão envolvidos na espinha bífida, o
que é comum, ocorrem graus variáveis de paralisia
abaixo do nível envolvido. Uma vez que esta paralisia
está presente no feto, podem ocorrer problemas ortopédicos,
como pé torto, artrogripose ou deslocamento de quadril,
presentes ao nascimento. A paralisia geralmente afeta os
esfíncteres da bexiga e do reto e o distúrbio
geniturinário resultante pode eventualmente levar a
graves danos renais. Cifose, geralmente associada à
espinha bífida, pode impedir o fechamento cirúrgico e
impedir que o paciente fique em posição supina.
Hidrocefalia ocorre freqüentemente e pode ser
relacionado à estenose aqueductal. Outras anomalias
congênitas podem estar presentes.
O prognóstico é determinado pelo número e gravidade
das anormalidades, e é pior para aqueles pacientes que
apresentam paralisia total abaixo da lesão, cifose,
hidrocéfalo, hidronefrose precoce e defeitos congênitos
associados. Com cuidados apropriados, todavia, muitas
crianças se recuperam bem.
Dr.
Paulo César Madi - Clinica Médica e Saúde Pública -
Santo Antônio da Posse - SP
FONTE:
http://www.saudevidaonline.com.br
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sobre Mielo................
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É
uma malformação congênita localizada
na coluna vertebral. Este defeito ocorre
nas primeiras semanas de gravidez quando
o tubo neural do embrião, então em
formação, não se fecha corretamente.
Por isso, é chamada de espinha bífida
que quer dizer espinha dividida.
Existem 3 tipos principais de espinha bífida:
Oculta, Meningocele e Mielomeningocele.
Oculta
– É
forma mais amena de espinha bífida
porque não há lesão nas meninges e
medula, apenas nas vértebras. Na
maioria dos casos, a lesão é apenas em
uma das vértebras. A pessoa não
apresenta sinais nem sintomas e só fica
sabendo que tem espinha bífida oculta
quando tira um raio-x da coluna
vertebral. Outros poucos poderão ter
uma falha mais extensa da vértebra ou
mesmo apresentar defeito em mais de uma
vértebra. Neste caso, a pessoa pode ter
problemas progressivos, principalmente
se a medula estiver presa. Alguns sinais
de evidência ao longo da coluna, tais
como: pequenas cavidades na pele ou tufo
de cabelos podem indicar esta malformação.
Meningocele
– Esta forma de espinha bífida cística
é menos comum. As meninges (membranas
protetoras do sistema nervoso) estão
distendidas, passam por entre as vértebras
que estão abertas, formando um cisto no
local da lesão. Dentro deste cisto há
tecidos (meninges) e líquido
cefalorraquidiano, mas não há
comprometimento do sistema nervoso
(nervos e medula), por isso, há pouco
comprometimento das funções neurológicas.
Mielomeningocele
– Esta forma de espinha bífida cística
é mais grave e mais comum, pois além
das meninges o sistema nervoso também
está exposto. Dentro do cisto são
encontrados além das meninges e do líquido
cefalorraquidiano, também nervos e
parte da medula. A pessoa com
mielomeningocele apresenta
comprometimento das funções neurológicas
abaixo do nível da lesão. O déficit
neurológico varia de acordo com o nível
da lesão na coluna vertebral (toráxica,
lombar ou sacra) e do grau de lesão da
medula.
A
mielomeningocele é a forma de espinha bífida
que apresenta maiores seqüelas uma vez
que há comprometimento do sistema
nervoso (nervos e medula). Quanto mais
baixa for a lesão medular, menor a
quantidade de órgãos afetados, quanto
mais alta, mais órgãos poderão estar
comprometidos.
A
criança com mielomeningocele pode
apresentar: falta de sensibilidade da
lesão para baixo; malformações ortopédicas,
geralmente pés tortos e luxação de
quadril e cifose (protuberância óssea
na coluna vertebral); falta de controle
da bexiga e intestinos; além de
hidrocefalia.
FALTA
DE SENSIBILIDADE
Abaixo
da lesão medular, algumas áreas podem
apresentar ausência de sensibilidade.
Quando isso acontece, a criança não
sente dor, calor, frio, nem pressão
nessas áreas. É importante a família
estar atenta, tomando alguns cuidados
para evitar úlceras de pressão
chamadas de escaras.
MALFORMAÇÃO
ÓSSEA
Criança
com mielomeningocele poderá nascer com
algumas malformações ósseas como pés
tortos, luxação de quadril, cifose,
escoliose ou poderá desenvolver ao
longo de sua vida devido a posturas
inadequadas.
BEXIGA
E INTESTINOS
A
maioria das pessoas com mielomeningocele
não tem controle urinário e
intestinal, mesmo na lesão medular mais
baixa estes órgãos costumam ter algum
comprometimento.
Resíduo
de urina dentro da bexiga leva a
constantes infecções urinárias e se a
criança tiver refluxo urinário, a
urina contaminada pode subir para os
rins causando lesões irreversíveis.
Para evitar infecção urinária, uma prática
comum é fazer uso do cateterismo
intermitente. O que é isso? Consiste em
passar uma sonda uretral para esvaziar
totalmente a bexiga.
Criança
com mielomeningocele precisa de
acompanhamento com
urologista/nefrologista para avaliar
qual a melhor forma de tratamento.
Já
o descontrole intestinal pode ser
tratado com uma dieta adequada, educação
com horário regular para ir ao banheiro
e utilização de medicamentos.
CAUSAS
Ainda
não há uma causa conhecida que
explique esta malformação. Fatores genéticos,
influência do meio ambiente e carência
de ácido fólico, uma vitamina do
complexo B, são apontados como possíveis
causas.
FONTE:
http://paginas.terra.com.br
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Bom
apetite!

Os portadores de condições
especiais precisam de dieta adequada

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Fundamental
para o desenvolvimento infantil, a nutrição tem ainda
maior importância quando a criança é portadora de
condições especiais. Alguns males, como a
mielomeningocele e a paralisia cerebral, têm reflexos
sobre o organismo e por isso exigem uma dieta adequada.
Outras doenças são, elas próprias, uma conseqüência
da dificuldade de absorver determinados alimentos, como
a fenilcetonúria. 'Há doenças que levam, por exemplo,
à situação de obesidade, e outras que são do grupo
de erros inatos do metabolismo', diz a geneticista Chong
Ae Kim, responsável pela Unidade de Genética do
Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São
Paulo.
A
fenilcetonúria é um erro inato do metabolismo. De
origem genética, ela ocorre em média em um a cada 12
mil nascimentos, e é detectável no teste do pezinho,
feito no recém-nascido. Trata-se da incapacidade do
organismo de transformar o aminoácido fenilalanina em
tirosina. E a fenilalanina pode lesionar o cérebro se
sua ingestão não for suspensa até o primeiro mês de
vida. O problema: está presente em quase todos os
grupos de alimentos.
Sem
proteínas
'Como os alimentos mais ricos em proteínas têm mais
fenilalanina, é preciso excluir da dieta carne, leite e
derivados, ovos, leguminosas (como feijão, lentilha e
grão-de-bico), cereais (como trigo e aveia), sem
esquecer os produtos industrializados', enumera a
nutricionista Beatriz Jurkiewicz Frangipani, responsável
pelo ambulatório de fenilcetonúria da Associação de
Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo, a APAE-SP.
Os portadores, portanto, devem se limitar a comer frutas
(em quantidade moderada), verduras, arroz e alguns
produtos especiais, como o macarrão e as farinhas
pobres em proteínas. Como é preciso repor nutrientes
excluídos juntamente com a proteína, recomenda-se o
consumo de um composto de aminoácidos enriquecido com
vitaminas e minerais.
De
origens diferentes, a mielomeningocele e a paralisia
cerebral também têm reflexos na dieta das crianças
portadoras. 'Uma característica da mielo é a tendência
à obesidade', diz Cláudia Gonçalvez, nutricionista da
Associação de Apoio à Criança Deficiente, de São
Paulo. 'Um dos motivos é a falta do controle de
saciedade dos portadores, que não se sabe exatamente o
porquê. Mas também contribui para o aumento de peso o
menor gasto de energia, por causa da falta de movimento
dos membros inferiores', explica a especialista. A mielo
é conseqüência da falta de fechamento do tubo neural
do feto e tem graus variáveis, podendo comprometer
todos os membros ou apenas os inferiores.
'Outra
particularidade é que 90% dos portadores sofrem de
constipação intestinal, pois a falta de enervação no
ventre dificulta o funcionamento do intestino',
esclarece Cláudia. Portanto, a alimentação deve ser
balanceada, incluindo saladas e vegetais ricos em
fibras, que favoreçam a atividade intestinal. 'É
preciso também ingerir muita água, de 1 litro a 1
litro e meio por dia', aconselha a nutricionista.
Com
proteínas
Já as paralisias cerebrais - por lesões ocorridas na
gestação, no parto ou nos primeiros meses de vida, que
afetam áreas do cérebro, causando problemas motores
que vão de movimentos involuntários a paraplegia e
tetraplegia - exigem atenção principalmente com a
consistência dos alimentos. 'Segundo o comprometimento
dos movimentos, a criança pode ter dificuldade para
mastigar e engolir. Então, é preciso adequar a refeição
à necessidade dela: amassando, passando pela peneira ou
liquidificando, para facilitar a ingestão até com
canudo, se for o caso', orienta Cláudia.
Mas
deve-se considerar também o alto gasto energético das
crianças com paralisia cerebral, pois embora possam ter
os movimentos das pernas ou dos braços reduzidos, elas
costumam sofrer de rigidez muscular ou movimentação
involuntária. 'Na dieta dessas crianças é necessário
prestar atenção ao fornecimento de carboidratos
(arroz, macarrão, batata) e de proteínas (carnes e
ovos), que favorecem a formação muscular', ensina a
nutricionista.
A
professora Silvia Helena Magalhães toma esses cuidados
com a alimentação do filho Matheus, de 5 anos,
portador de paralisia cerebral. 'Além dos cuidados
gerais para balancear a dieta, invento formas de fazê-lo
comer vários tipos de carne para fortalecer a
musculatura, pois ele sofre de espasmos musculares',
diz. O bom é que ela não precisa regular o sorvete.
'Ele adora e, como é meio magrelo, eu libero com mais
freqüência', conta a mãe.
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A
nutrição correta na gestação é fundamental
para a grávida e seu bebê, podendo evitar
algumas doenças. O melhor exemplo é o da
mielomeningocele, causada pelo fechamento
inadequado do tubo neural (que envolve a medula
vertebral) durante a gravidez. A prevenção do
problema está diretamente relacionada à ingestão,
nos primeiros meses da gestação, do ácido fólico,
presente em verduras como brócolis, couve-flor,
couve-de-bruxelas, e frutas como caju e laranja.
A deficiência na ingestão, no entanto, levou a
AACD - que nos últimos cinco anos atendeu a
2.600 novos casos - a liderar uma campanha pela
obrigação de sua inclusão nas farinhas
vendidas no Brasil. A obrigatoriedade está em
vigor desde junho e deve ser fiscalizada pelo
governo, mas a AACD criou um selo para
identificar os produtos que cumprem a norma.
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FONTE: http://revistacrescer.globo.com/Crescer
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